8 Setembro, 2017

“Tenho a felicidade de trabalhar com decisores políticos com sensibilidade ambiental”, afirma Marta Pinto

A bióloga Marta Pinto, coordenadora do “FUTURO – Projecto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto”, apresentou nas Conversas da sede independente dedicadas ao ambiente, um plano multidisciplinar para a valorização das florestas urbanas. “Um bom desafio para o Porto, perfeitamente atingível”, considera.

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A inventariação de cerca de 35 mil árvores existentes na cidade está feita. O primeiro passo para o ambicioso projecto de valorização das florestas urbanas do Porto que Marta Pinto preconiza: “As árvores são a melhor biotecnologia que temos disponível. Retêm dióxido de carbono e libertam CO2”.

À audiência e aos candidatos do movimento independente deu cinco bons motivos para a aposta neste investimento. As árvores contribuem para a “remoção da poluição atmosférica”. Em segundo, reduzem o efeito de ilha de calor urbano. Como explicou, a variação de temperatura entre um espaço com árvores e sem árvores pode atingir os sete graus centígrados, até 100 metros de distância. São também fortes aliados à regulação da água. Mitigam as emissões de carbono e adaptam-se às alterações climáticas. E,contribuem, definitivamente, para o aumento do bem-estar dos cidadãos, reduzindo níveis de stress e aumentando a produtividade.

IDEIAS CONCRETAS PARA A CRIAÇÃO DAS FLORESTAS URBANAS

Segundo Marta Pinto, o custo-benefício da plantação de árvores para os municípios, ultrapassa, em larga escala, o investimento inicial. “Gostaria de ver o Porto continuar a promover o conhecimento dos cidadãos sobre as árvores, com a extensão de iniciativas como a Rota das Árvores ou Um objecto e seus Discursos”. Com cerca de um quarto da estrutura ecológica citadina inserida em espaços privados, a investigadora propõe que se criem medidas de incentivo aos proprietários na plantação arbórea.

“Potenciar áreas subaproveitadas da cidade para instalar bosquetes, em zonas de circulação”, é outra proposta. No Nó do Regado, por exemplo, foram já instaladas 762 árvores, “com uma taxa sucesso próxima dos cem por cento”, avançou a investigadora”, explicando que este mesmo plano de acção teve um custo para a Câmara Municipal de cerca de 32 mil euros, que rapidamente se vão reverter em poupança. Reabilitar áreas degradadas, estimulando os serviços ecológicos, faz parte, portanto, do plano de Marta Pinto.

A “informação cidadã sobre o estado das árvores” pode aproximar a população às questões ecológicas, e o respectivo levantamento do cadastro torna essa informação mais clara”, indica. Ter uma visão de futuro, sabendo que as árvores atingem o seu máximo potencial daqui a 30 ou 40 anos, é outro dos aspectos a valorizar, de acordo com a investigadora, que propõe a definição de um plano dos serviços dos ecossistemas desejáveis.

Com cerca de quatro mil árvores plantadas no município do Porto no âmbito do projecto FUTURO, a instalação das restantes seis mil prossegue a bom ritmo, informou a coordenadora Marta Pinto. A fechar a sua intervenção, e porque nem só de novas árvores se floresta a cidade, propôs a criação de um grupo consultivo para a avaliação do estado das árvores em risco.

 

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