14 Agosto, 2017

Rui Moreira: “Não esperava que Pizarro se colocasse ao lado dos radicais numa campanha suja”

“Nos últimos dias fui atacado por alguns e apoiado por muitos outros, por ter, aqui no Facebook, desabafado contra uma forma de radicalismo e intervenção política ilegal, anónima e suja”.

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“Esperava, é claro, que os radicais me atacassem por isso. Para os radicais, só eles se podem manifestar. De todas as formas, mesmo ilegais e ofensivas. Já o presidente da Câmara, que por acaso até é candidato a umas eleições, deve ficar calado e aceitar que se conspurque a cidade com propaganda que a meu ver, e na opinião de muitos, exprime ódio e é ilegal.
Logo apareceram, também, algumas “virgens ofendidas”, não vá isso ferir a liberdade de expressão de quem usa meios ilegais para o fazer. Pois não terei eu o mesmo direito à minha liberdade de expressão? Com a minha assinatura? Sem nada conspurcar? Apenas e só na minha página de Facebook?
Ou seja, parece que, para alguns, a liberdade de expressão é um exclusivo dos anónimos. E chega-se a invocar, pasme-se, um eventual conteúdo artístico para tentar desviar a atenção daquilo que é óbvio, tão óbvio. 
O que não esperava, de todo, é que Manuel Pizarro se colocasse ao lado dos radicais, defendendo-os.
E porque isto é importante? Porque Manuel Pizarro concorre a presidente da Câmara do Porto. 
Segundo o que escreveu e assinou, se por acaso vier a ser presidente da Câmara, concordando ou não, sem se comprometer, Manuel Pizarro admitirá que cada um cole o que entender na cidade, eventualmente insulte a cidade e procure destruir as suas marcas registadas.
Manuel Pizarro não dirá se concorda ou se não concorda. Mas Manuel Pizarro tem que saber que quando expressa que não tem uma opinião, está a ter uma opinião. Se, amanhã, surgir uma campanha xenófoba, ficará quedo e mudo, ou voltará a dizer que não tem opinião, para não cercear a liberdade de expressão ou artística de ninguém?
O radicalismo é mesmo isso: a defesa do apelo xenófobo, o ataque a uma sociedade com regras e, através dele, a tentativa de condicionar, pelo medo, a voz livre de quem foi eleito democraticamente, a opinião daqueles que estão disponíveis para dar a cara pela sua cidade, pelas suas convicções.
E Manuel Pizarro anuncia-nos já que cedeu ao radicalismo. Mesmo que com ele possa não concordar.
É importante que os portuenses decidam conscientemente o seu voto a 1 de outubro. Ou querem eleger quem defenda o Porto, às vezes falando à Porto e sem medo, ou querem quem se vergue ao radicalismo e ao discurso populista de uma falsa liberdade, sem soluções para a vida dos cidadãos.
Uma virtude teve a intervenção de Manuel Pizarro sobre esta matéria. Mostrou que, afinal, ao contrário do que procurou demonstrar, é de campanha eleitoral que se trata. Uma campanha que temos feito pela positiva, defendendo os nossos pontos de vista. Mas, neste caso, até porque não recebo lições de liberdade ou de democracia dos meus adversários, por muito que os respeite, não posso deixar de assinalar que o que está em causa é uma visão diferente, muito diferente, da forma como a cidade deve ser valorizada e defendida.
Pela minha parte, continuarei a intervir, das formas políticas, legais e legítimas que entender intervir. Sem calculismos. Porque sou, além de autarca eleito para o fazer, um cidadão livre e independente que não pode sentir-se condicionado por alguém achar que a liberdade de expressão é um exclusivo de radicais e que todos os outros se devem calar.
Porque, enfim, enquanto portuense, me dói, me aflige e me revolta, sempre que se desmerece a minha cidade”.
Rui Moreira

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