14 Setembro, 2017

“O Porto tem carência de infraestruturas desportivas. A solução está na partilha dos recursos existentes”, explica Rui Moreira

Mais uma vez a sede de campanha independente recebeu a presença de muitos portuenses para a nona sessão das Conversas à Porto sobre Desporto. No encerramento da sessão, Rui Moreira afirmou que, nos últimos quatro anos, o município fez um grande esforço para duplicar a oferta desportiva na cidade. O objectivo foi cumprido e o bom uso que está a ser dado às infraestruturas que já existiam, demonstram que o Desporto não pode ser secundarizado pela política autárquica.

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Com oradores convidados de peso, Domingos Gomes e Pedro Sarmento, e moderação de Nuno Lemos, coube a Rui Moreira fechar a sessão das Conversas à Porto dedicadas ao Desporto na cidade. Dirigindo a primeira palavra de agradecimento aos convidados e ao público presente, a ênfase foi dada a Nuno Lemos, décimo terceiro na lista de vereação de Rui Moreira, “uma das pessoas que mais tem feito pela evolução do desporto na cidade”.

Identificando, à partida, os problemas, Rui Moreira, partiu depois para as soluções. Como problema para a política pública de desporto identificou “a enorme carência de infraestruturas”, estabelecendo a comparação com municípios vizinhos de Vila Nova de Gaia, Maia e Matosinhos. Com a procura a disparar – e isso, reconhece o candidato, é bom sinal – “faltam campos e pavilhões”. Dada a ausência de verbas municipais para a construção de equipamentos de raiz, ao longo do último mandato, “fez-se o que foi possível”, e os exemplos provêm dos acordos que a Câmara estabeleceu com diferentes clubes, associações e instituições da cidade, nomeadamente com o Pasteleira, o INATEL, a FADEUP, ou os apoios que facultou ao Académico Futebol Clube ou ao Estrela e Vigorosa.

“NÃO COMPREENDO PORQUE PROÍBE A LEI QUE AS AUTARQUIAS APOIEM DIRECTAMENTE OS CLUBES DA CIDADE”

Rui Moreira considera não fazer sentido que um município seja obrigado, por lei, a estabelecer contratos-programa com todos os clubes desportivos que pretende apoiar, porque hoje os cidadãos estão bem informados “para perceber os truques”, que ditaram esta restrição legal a nível nacional, há muitos anos.

Mesmo enfrentando estas dificuldades, o Município do Porto tem, de acordo com Rui Moreira, encetado esforços para alargar a oferta da rede desportiva na cidade e em quatro anos os resultados estão à vista, com a duplicação dos equipamentos disponíveis alcançada numa lógica de partilha. Mas ainda há muito terreno a desbravar, considera o candidato do Nosso Partido é o Porto, que encontrou no Estádio do Outeiro um desses exemplos paradigmáticos. “Estou esperançado de que se vai resolver”.

Por isso, compromete-se Rui Moreira a encontrar instrumentos mais eficazes no apoio às associações e colectividades da cidade, procurando “a reconstrução do tecido associativo”, que se foi perdendo por falta de incentivos. Nesse âmbito, lembrou o papel dos mecenas que vai procurar reactivar.

“O PORTO NÃO GOSTA DA INÉRCIA”

Os clubes e associações da cidade são, para Rui Moreira, a peça-chave no desenvolvimento da política desportiva. Para o candidato, a solução é por aqui, encontrando “a forma mais inteligente de partilha dos recursos existentes”. No antigo campo do INATEL, hoje Parque Desportivo de Ramalde (dotado de campo de futebol e pista de atletismo, onde a autarquia investiu cerca de 700 mil euros), na FADEUP, que todos os dias, a partir das 19 horas, disponibiliza o campo para treinos de formação de camadas jovens, ou ainda, com o acordo que se vai brevemente efectivar com a Federação Portuguesa de Ténis para a formação no Monte Aventino.

Houve também um trabalho de diplomacia que foi feito com os pequenos e grandes clubes da cidade, no sentido de resolver a “acrimónia” vigente. Hoje, a autarquia “normalizou as relações” e mantém um diálogo permanente com as instituições desportivas. Segundo Rui Moreira, que vê no desporto um forte motor de coesão social (um dos quatro pilares da sua candidatura), essa proximidade é, seguramente, para manter e para reforçar.

“PRECISAMOS AINDA DE MAIS OFERTA DESPORTIVA NA CIDADE”

Especificamente, Rui Moreira aponta que faltam pavilhões ao Porto e lamenta que muitos residentes tenham que se deslocar até à periferia para alugar equipamentos. Embora sem promessas nem “receitas milagrosas”, o candidato independente garantiu que, caso seja reeleito, vai avaliar a questão (embora não tenha escondido que a solução mais viável passa pela intensificação da partilha dos equipamentos já existentes).

Continuando a projectar o futuro do Desporto na cidade, Rui Moreira informou os presentes que, caso seja reeleito, vai dosear “a concretização de eventos de cariz desportivo”, para que não colidam com outros momentos importantes para a cidade. A propósito, deu como exemplo a Corrida de São Silvestre que, no ano passado, se concretizou muito próximo do Natal, “quando as pessoas queriam vir para a baixa fazer compras” e a concretização da prova impediu-as.

Quanto ao uso da bicicleta na cidade, Rui Moreira lembrou a “experiência piloto” na Rua de Costa Cabral, onde a bicicleta já circula na faixa de rodagem. Uma questão de mobilidade que está a ser testada e que conduz a cidade para a “definição de mais áreas semelhantes”, propôs Rui Moreira. Pensando no desporto ao ar livre e nas actividades lúdico-desportivas, o candidato à Câmara do Porto aludiu ao projecto de expansão do Parque Oriental, que pressupõe uma ligação a Gondomar por um passadiço. Outra medida proposta pelo candidato foi a colocação de máquinas de exercício ar livre, que “tem um custo de investimento relativamente baixo e que contribui para o bem-estar físico e mental da nossa população”, concluiu Rui Moreira.

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