9 Julho, 2017

Eiffel, Nasoni e os Vanzelleres invocados por Rui Moreira na entrega de medalha a Richard Zimler porque “o Porto não tem medo do mundo”

Rui Moreira entregou hoje ao escritor norte-americano Richard Zimler a medalha de honra da cidade, numa cerimónia que distinguiu também outro cidadãos que se notabilizam a favor da cidade. O presidente deixou claro, em relação aos estrangeiros que nos visitam: “O Porto não tem medo do Universo”.

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“Como é pouco interessante ouvir hoje de alguns um discurso intolerante que não joga com este Porto que descrevo. Como é fácil o discurso do medo do que vem de fora, quando de fora chegou Nasoni e com ele se ergueu os Clérigos, quando de fora chegaram alemães e ingleses que desenharam os nossos jardins”, chamou a atenção, Rui Moreira.

Radicado no Porto, Richard Zimler, escritor conhecido em todo o Mundo, tem escrito sobre a cidade e mereceu o elogio do presidente da Câmara, que destacou o carácter cosmopolita da cidade, desde há séculos. “O Porto não tem medo nem do futuro nem dos sotaques”, quis dizer Rui Moreira aos presentes, ante de distinguir Zimler e invocar nomes como Eiffel e Nasoni.

Leia aqui, na íntegra, o discurso de Rui Moreira:

“Uma cidade que alicerça princípios no seus carácter, que se orgulha de ser granítica e nobre, não pode deixar de agraciar os seus cidadãos e instituições que se distinguem. Porque, na verdade, uma cidade é sobretudo isso: cidadãos e instituições.

Uns e outros são o verdadeiro hardware da cidade. São eles que sustentam o resto. Que processam o pensamento, que armazenam a memória e que desenvolvem o conhecimento. São, por isso, hardware. O sustento físico da cidade, a energia do sentimento comum e de pertença é hardware.

O resto, são casas, jardins, transportes, escolas, tribunais, equipamentos, hospitais. Também isso é hardware. Mas um hardware diferente. Porque tudo isso se pode construir, reconstruir, reinventar.

Mais difícil é inventar uma forma ser de uma cidade como o Porto. Essa, está-lhe no ADN. Canta-se, sente-se, herda-se, escreve-se!

A questão não é nova. É, aliás, numa cidade como o Porto, com o nome “porto”, muito velha até.

Pode um estrangeiro ser alma do Porto? Pode o hardware de uma cidade tão arreigada à sua própria pedra e raiz, ter como ilustres cidadãos os que nela aportam, vindos de outros lados do mar?

Puderam os Vanzelleres. Puderam os Niepoort. Puderam tantos que, tantas vezes, nos trouxeram mais Porto, mesmo que vindo de fora. Porque, na verdade, o Porto sempre foi isso. Sempre foi porto e sempre nele aportou novo hardware. Nova matéria prima que, aqui, rapidamente se transforma em produto.

E o produto é o carácter.

Venham da Grã-Bretanha, como os que transformaram o vinho mais doce e aveludado em nome de cidade, ou venham de Nova Iorque, com o sotaque que se transforma em romance tão portuense como as pontes que Eiffel, o francês Eiffel, nos deu.

O Porto é inspirador. Só pode. E é a casa de quem nele quer aportar. É porto de abrigo. É abrigo. É Porto.

E o Porto não tem medo, nem do futuro, nem dos sotaques, das línguas, das culturas que embebe, que adota, que inspira e transforma.

A memória.

Como é pouco interessante ouvir hoje de alguns um discurso intolerante que não joga com este Porto que descrevo. Como é fácil o discurso do medo do que vem de fora, quando de fora chegou Nasoni e com ele se ergueu os Clérigos, quando de fora chegaram alemães e ingleses que desenharam os nossos jardins.

Nasoni, Eiffel, os Vanzelleres e também Zimler. Todos eles e tantos outros que constituem hoje o nosso hardware funcionaram na perfeição ligados ao nosso granito. Um granito que não treme por incorporar o que o porto do Porto lhe traz de além mar.

Hoje distinguimos alguns daqueles de que mais nos orgulhamos. Que são o hardware da cidade. Que por ela fizeram, com maior ou menor discrição. Com amor pelo Porto. Seja um amor próprio, individual, quase egoísta, seja uma paixão colectiva de instituições.

Permitam-me que, de entre todos, distinga o que hoje recebe a Medalha de Honra. Um portuense que não nos deixa esquecer a nossa própria história e vocação, sempre que assume os recantos e amores de uma cidade que é sua por inteiro.

Richard Zimler é como Nasoni ou Eiffel. Como Os Niepoort ou os Vanzellers. É um portuense que nasceu longe, fazendo o Porto maior, enorme, imenso.

Um Porto que leva consigo nas linhas, nas entrelinhas e nos olhos. Um Porto com mundo. Sem medo do Universo. 

Zimler projecta-nos no Mundo, e trás-nos Mundo. E tudo isso com a sua paixão doce pelo Porto.

Quisemos, também, homenagear outros portuenses notáveis. Instituições com obra feita na cidade, engenheiros, médicos, historiadores, desportistas e cientistas.

Quisemos homenagear D Januário pela coragem do Porto que sempre o guiou. Quisemos agradecer postumamente a Manuel Sampaio Pimentel, um servidor da cidade que tanto lhe deve.

Não esquecemos os trabalhadores da câmara do Porto, que tanto se empenham pela cidade, com a sua competência e abnegação.

É esta a última cerimónia de atribuição de medalhas deste mandato.

Escolhemos esta data, pelo seu simbolismo. Porque foi a 9 de Julho que as tropas de D Pedro entraram na cidade. 

Escolhemos este lugar, o Roseiral, para este festejo.

Procurei envolver todas as forças políticas, e quero-lhes agradecer a sua colaboração e empenho.

Fico com a certeza que aqueles que homenageamos em quatro anos são o hardware da cidade, não foram uma escolha solitária.

A todos muito obrigado”

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